terça-feira, 20 de dezembro de 2011

De Que adianta Reclamar a D’us?


Quando Moshê viu as coisas dando errado no Egito, ele reclamou a D'us: “Por que fizeste o mal a este povo? Desde que me enviaste, as coisa têm piorado em vez de melhorar!”

D'us não sabia que as coisas tinham piorado? D'us não sabe aquilo que está se passando em Seu mundo? Por que Ele precisou que Moshê dissesse a Ele?

D'us vê tudo e sabe tudo, mas às vezes você precisa de um relatório vindo de baixo.

D'us tem duas visões da realidade. Uma é a grande visão lá do alto. Dali, a feiura se mescla ao contexto para criar uma beleza ainda maior. Tudo é belo e ideal, um todo perfeito.
Então Ele tem a visão vinda de dentro. Dentro do tempo, do espaço, dentro dos confins de um corpo de carne que range de dor e é ofendido pelo sofrimento; uma visão para a qual o agora é mais real que mil anos no futuro. A visão não do Compositor, mas daqueles que precisam tocar a música. E às vezes aquilo que parece magnífico visto do alto, é o abismo visto de dentro. Ambas as visões são verdadeiras. Ambas as visões são D'us.

No sagrado Torah, a vista do alto é apresentada na voz de D'us. A visão de D'us vinda de dentro é apresentada na voz de Moshê. As duas vêm juntas para compor a suprema verdade da Torá.

Moshê estava simplesmente praticando um hábito judaico comum: reclamando a D'us. Podemos chamar de prece. É o lápis que nos foi dado pelo Compositor. Prefaciamos nossas preces com o versículo: “D'us, abre meus lábios, para que minha boca possa falar Teu louvor.”

Pedimos, em outras palavras, que nossas preces sejam as palavras de D'us vindas de dentro, falando com D'us enquanto Ele está no alto.

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